
De todos a quem já escrevi, ou escreverei uma qualquer carta, tu és o que me é mais natural. Já te escrevi imensas cartas, a maior parte, ou se me atrevo a dizer talvez nenhuma, chegou às tuas mãos. Guardei-as para mim, para limpar a alma quando delas mais precisei. É engraçado, agora leio-as sem mágoa ou qualquer ressentimento. Talvez uma ponta de saudade do tempo anterior àquele, em que era tudo tão fácil quanto respirar. Agora é preciso um pouco mais de racionalidade, o que me incomoda. Somos pessoas de feitios impulsivos. Os dois. Daí talvez a relação tão fogosa e contraditória. É por isso que ainda nos damos tão bem. E eu ainda gosto muito de ti. Só tenho saudades de não te poder chamar meu da mesma maneira.
30.08.2011 às 13:36